Depois de ser vista por mais de 140 mil pessoas, em São Paulo, uma exposição em homenagem ao centenário do escritor baiano foi remontada em Salvador.
A famosa casa do rio vermelho, em Salvador, está fechada há mais de três anos. A morada de Jorge e Zélia guarda muitas histórias, além das cinzas do casal. A família mandou renovar a pintura, porque tem planos de abrir as portas para o público.
"O objetivo é deixar a casa o mais original possível, trazer de volta o que era da casa quando o meu avô e minha avó moravam aqui", diz o publicitário João Jorge Amado Neto.
Foram mais de mil personagens, mais de 20 milhões de livros vendidos pelo mundo. As lembranças de Jorge Amado se espalham pelas esquinas da Bahia. Pedro Arcanjo, de Tenda dos Milagres; Quincas Berro d’Água, Dona Flor e Seus Dois Maridos. Muitos dos personagens dos romances foram inspirados em histórias da vida real e nasceram no Pelourinho, onde Jorge morou pouco mais de um ano. Por isso, grande parte do acervo do escritor está guardada no velho Casarão Azul.
Quase tudo sobre a obra e a vida de Jorge pode ser encontrado lá. Textos originais e até a velha máquina de escrever, que, para ele, era melhor que o computador.
"Ele dizia que o barulho da máquina aguçava a inspiração dele", explica o guia.
Da máquina saíram 33 romances traduzidos para 49 idiomas.
"A sensação é a de estar virando páginas vivas da história do Brasil", compara o advogado Claudionor Quirino.
São mais de 19 mil fotografias, a maioria feita por Zélia, a eterna musa de Jorge, que não se separava da máquina fotográfica.
"São momentos que só mesmo Zélia Gattai poderia ter registrado. São preciosos", afirma a jornalista Camila Kowalski.
Depois de ser vista por mais de 140 mil pessoas, em São Paulo, a exposição em homenagem ao centenário do escritor baiano foi remontada em Salvador.
"A geração nova eu acho que não conhece Jorge. A exposição tem essa meta também de mostrar quem era esse autor, e a pessoa sair daqui com vontade de ler Jorge", conta o diretor da exposição, William Nacked.
Os deuses africanos, os santos católicos, o dendê. Na exposição, estão presentes os símbolos que Jorge tanto incorporou à sua obra. O mesmo Jorge de tantos amigos, e de personagens que representam o povo brasileiro.
"Agradecerei a quem me elucidar, quando juntos chegarmos ao fim, a moral da história. Se moral houver, do que duvido" – Jorge Amado, na introdução de uma das edições do romance Tieta do Agreste.
Disponível em: g1.globo.com/jornal-nacional/.../bahia-comemora-o-centenario-de-jo...
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